terça-feira, março 13, 2007

Quando as viagens correm "mal" - Parte II

Polónia – 2004

Em pleno semestre como estudante erasmus em Cracóvia, Polónia, queria aproveitar um fim de semana grande em Novembro para uma viagem ao noroeste do país.

Nota histórica ___________________________________

Entre 1918, fim da primeira grande guerra, e 1939, início da segunda, foi o curto período em que a Polónia foi independente como país, depois de vários séculos de ocupação dos vários vizinhos (Alemães, Russos, Suecos, Turcos, e a lista não termina).

11 de Novembro de 1918 comemora-se o dia em que a Polónia voltou a aparecer no mapa como país independente após vários séculos de luta pelo território perdido.
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Fiquei eu o responsável por organizar a excursão, mobilizar pessoas, ver horários, arranjar alojamento. Com experiência em organizar excursões para os Erasmus em Lisboa, EIN , aprendi que ao princípio ninguém se inscreve à espera de ver se há muitos inscritos, em cima da data é tudo a mostrar interesse, quando é tarde para reservar o quer que seja. E assim foi, acabei por ir apenas com 2 amigos italianos que viviam comigo. Andreas e António:

O grupo maior apareceu um dia depois, mas como não reservaram alojamento, tiveram de voltar mais cedo.


O plano era Wroclaw e Poznan, de onde são a maioria dos meus amigos polacos que estudaram em Lisboa. Para quem se interessa pela geografia da viagem aqui vai, click no mapa para visão maximizada:



Para mais informações turísticas, e não só, sobre a Polónia visitem o site:

http://poland.gov.pl/



Realmente houve inúmeros pequenos detalhes, que fizeram com que a visita a 2 interessantes cidades fora dos destinos “típicos” de turismo corresse mal. Para além do turismo em Novembro está fora de época, o nevoeiro constante e a dificuldade em arranjar alojamento e transporte, devido aos feriados, deitaram por terra a flexibilidade da viagem. É preciso ter espírito aventureiro para viajar na Polónia para além das muito visitadas Kraków e Warsaw.

Parecia que conhecíamos apenas as pessoas antipáticas do país, ao perguntar informações, ao comprar bilhetes, muito difícil a comunicação. Aliás turismo em grande parte da Polónia é algo ainda muito recente e é frequente encontrar pessoas intolerantes ou impacientes para com as perguntas e duvidas dos turistas, que insistem em falar inglês.

Bom, não há-de ser muito diferente para turistas no nosso país numa viagem a Castelo Branco ou a Bragança durante o mês de Novembro.

Apesar disso, o espírito do grupo estava em alta e, como se verifica na foto, divertimo-nos muito! A parada militar alusiva ao dia da independência a que assistimos assim que chegámos a Wroclaw foi incrível!

Para além das tropas também desfilaram escolas com as crianças mascaradas com figuras conhecidas da história polaca.

Engraçado que as crianças ao desfilarem e notarem na presença dos 3 turistas gritavam:

“Wlochski! Wlochski!” que significa “italianinhos”.

Qualquer cidade da Europa de leste se orgulha da sua praça central (rynek glowny), por isso é comum os edifícios das câmaras municipais serem sempre pontos de interesse e terem as mais variadas formas e cores.

Rynek Glowny em Wroclaw:



Os graus negativos e o nevoeiro marcaram a rapidez, mas no entanto, a atmosfera mágica da visita à cidade, tornando incríveis as fotos à fachada do antigo edifício universitário:

Tivemos uma noitada de Sábado na noite estudantil de Wroclaw de arromba, que agravou o meu estado de saúde, quem corre por gosto não cansa. Mas sofre… Só já em Poznan é que a febre apertou.

Ficámos logo à chegada com a nossa estadia mais curta, porque só se arranjou alojamento para uma noite.

Eu aproveitei o dia para visitar amigos e como já conhecia a cidade, só na manhã seguinte me juntei aos italianos para dar uma volta pelo centro.

Na minha opinião, a praça central de Poznan é das mais bonitas de todas as cidades polacas. As casas estreitas rigorosamente alinhadas, pintadas com cores fortes, levam-nos para séculos passados. O edifício estatal (Ratusz) no centro tem mais ar de catedral do que outra coisa. Ao olhar a foto seguinte parece que centenas de pessoas olham admiradas para um WC público.



Mas não, nada tem de curioso. O momento mais turístico na praça central de Poznan, é o tocar do meio-dia no relógio do Ratusz, que faz com que 2 cabras saiam, género cucos, e choquem com os cornos 12 vezes. É por isso que todos os turistas aguardavam…




UUUAAAUUUU… Impressive… Fantasticzny!




Para turistas sem um bom livro guia ou sem a preparação prévia, os postos de informação turística são como oásis num deserto de incertezas, duvidas e ansiedades. Pois a gota de água no fim de semana difícil, foi o encerramento do posto de turismo de Poznan aos fins de semana. Realmente quem é que anda a passear aos fins de semana?

O rolo que vêm no trinco da porta é uma reclamação “forte em calão inglês” que algum turista revoltado antes de nós deixou às autoridades.

E volto a pensar para os meus botões: “Não te queixes! O ponto de informação da Rua Augusta em Lisboa fecha 2 às vezes 3 horas para almoço e está encerrado aos domingos”…

Posto isto só restava voltar a Kraków numa viagem de 4 horas num comboio cheio com o aquecimento avariado, com muita febre e a pensar: “Nos próximos fins de semana fico em casa a estudar para os exames”. É mais fácil…

Reforço novamente que apesar de haver bons e “menos bons” momentos em todas as viagens, são estes últimos que no ficam gravados com mais força na memória. São os sarilhos e as dificuldades sentidas que dão histórias engraçadas para contar mais tarde.

sexta-feira, março 09, 2007

Quando as viagens correm "mal"

Facto:

As memórias que guardamos das viagens que fazemos são, grande parte, associadas a algo que correu mal!

Porquê?

Ter um plano para cada viagem é normal, mas este existe para ser mudado e ajustado. Ora são estas mudanças, estes erros ou desvios ao plano inicial que tornam as viagens inesquecíveis. A aldeia que não se esperava visitar, mas que acabou por ser mais interessante e impressionante que a cidade de que todos os guias falavam por exemplo. Viajar acaba por ser isso mesmo, um saltar para um desconhecido cheio de vontade e sede de aventuras.
Cito aqui uma frase do livro "The Beach" que deu origem ao filme com o mesmo nome, cliquem:

"search for experience, the quest for something different"

Todas as minhas peregrinações têm histórias destas, mas passo a descrever 2 dessas aventuras que me marcaram e que servem de exemplo.

Itália, Verão 2001.

Oh, mas que viagem cheia de surpresas. Apesar de uma viagem bem planeada, com estadia e bilhetes já tudo comprado, lá ocorreram imprevistos surpreendentes. Com o Tiago e o David, visitámos Roma, Florença, Nápoles com uma breve passagem pela ilha de Capri em 15 dias.

Enquanto programávamos a nossa viagem, uma desconhecida ao saber que íamos para Roma em Agosto, ficou chocada devido ao calor que sabia que íamos passar e o seguinte diálogo teve lugar algures no Saldanha:

Desconhecida – Vão para Roma?!?! (olhos esbugalhados, tom de voz demasiado alto)
David – Sim, vamos! 4 dias!
Desconhecida – Vão mesmo para Roma em Agosto?!?!
David, Tiago e eu – Sim. (olhando uns para os outros cor ar desconfiado)
Desconhecida – VÃO ARDER EM ROMA!!!! UAHHAHHAHAHH…(olhos raiados de vermelho, mãos no ar, voz alterada e uma gargalhada daquelas típicas de qualquer demónio num filme de terror).

Dito e feito!

Ou bruxa, ou psicopata ou simplesmente uma viajante experiente, foi o que aconteceu. Apanhámos cá uma onda de calor na viagem que senão ardemos, pelo menos derretemos pelos kms que caminhámos. Lembrámo-nos da senhora durante toda a viagem…

De todos os clichés turísticos típicos, apenas fiquei impressionado e ainda guardo memória do Coliseu Romano e da cúpula da Capela Du Duomo em Florença, que tem um fresco impressionante com imagens do promontório.

Mas agora regressando aos momentos inesquecíveis, aos momentos sal e pimenta dos passeios:

Sem esperarmos, passámos um dia bestial num lago enorme rodeado de montanhas a 40km a norte de Roma. Não estava planeado, mas o convite de duas amigas holandesas veio a calhar, escapar à rotina: ruínas romanas, pizzas e vinho e galerias com kms de quadros com “Madonna con Bambino” ou de Jesus crucificado.

O Tiago e o David juntos são autênticas estrelas musicais do improviso e do stand up comedy. Recordo um karaoke no Porto e um fim de tarde com fados gaúchos improvisados pelo David e acompanhados na viola pelo Tiago. Veja você mesmo este VIDEOCLIP mudo… em breve no TOP de vendas.



Numa noite ao regressar à pousada de Roma, tivemos de dar uma corrida para apanhar o último autocarro. E porque dar a volta à Praça circular de Sº Pedro, quando bastava saltar uma pequena cerca de madeira e atravessar a praça em linha recta? Ao atravessarmos esse local sagrado notámos o olhar incrédulo dos que passavam do outro lado da cerca, a pressa era muito para parar e voltar atrás. Eis que se acendem umas luzes de um carro à nossa esquerda! Luzes essas que se foram aproximando até pararem à nossa frente a bloquear a nossa desenfreada corrida. Após falar algo em italiano, lá o agente da polícia disse em inglês:

Carabinieri – Where are you going? You jump the fence?
Nós – We have hurry to catch bus. We didn’t jump, it was open!
Carabinieri – Do you know is against the law crossing Saint’s Peter Square?
We – No!... Longo silêncio… (Segundos que parecem horas)
Carabinieri – Ah! Follow car!

Os curiosos amontoavam-se fora da cerca para ver quem foram os espertinhos que desafiaram as autoridades e entraram no protegido solo do Vaticano. Alguns abanavam a cabeça, outros fizeram comentários em italiano que não entendemos. E lá fomos nós até às cercas que limitam a praça com o carro da polícia atrás de nós com os faróis ligados a “guiar-nos o caminho” e a abrir-nos as cercas…

Humilhante? Divertido? Ridículo?

Pouco importa… apanhámos o autocarro!


O melhor para o final. Comboio a chegar a Florença. Vimos uma placa a dizer “Firenze” e: “É aqui! É aqui! Saiam saiam!”

Os 3 fora do comboio e reparamos que estamos enganados. Era um estaleiro de conserto de carruagens. O comboio volta a partir para a correcta estação principal e todos os outros viajantes a olharem das janelas para nós com cara de espanto.

Agora imagine-se o que poderá ter sentido ou pensado um trabalhador com a imagem de 3 putos com as malas às costas numa linha de comboio a virem do nada com um calor de abrasante de meio da tarde… Um lá decidiu vir ter connosco e encaminhou-nos para a saída do estaleiro sem antes nos “mostrar” a todos os outros trabalhadores e gozarem um bom bocado.

Antes de chegar à pousada quase noite ainda tivemos de atravessar uma auto-estrada a correr, caminhar uns kms, sair na paragem errada do autocarro e caminhar ainda mais um bocado.


Mensagem pessoal para os companheiros desta viagem: Muito se pode fazer com fronhas e lençóis de uma pousada…

“Cuidado com os mosquitos Tiago!” – “Nah… vou deixar a janela aberta, tá calor…”
Alguns anos passaram, mas são destes momentos que nunca se esquecem e que dão tema a conversas de café cheias de gargalhadas.

quarta-feira, março 07, 2007

Entrudo esteve no Bairro


Apesar do Carnaval celebrar o Entrudo, que é suposto expulsar os maus espíritos do Inverno, com o tempo que tem feito ainda suspiro por dias mais quentes e secos que os que têm feito. E quanto ao mês corrente, fica aqui o provérbio:

Março Marçagão, manhã de Inverno tarde de verão

Tempo perfeito para levar muita roupa e suar no trabalho, ou levar o casaco novo, mais fresco, acabado de comprar e apanhar uma constipação ao regressar à noite a casa. Chiça! Já estou a escrever demasiado sobre o clima… voltando ao Carnaval…

Quando era criança adorava esta época, estive uns anos sem gostar, mas nos últimos anos, surpreendentemente, voltei a gostar de celebrar.

Este ano foi no bairro alto. Não houve bailarico, nem comboios ao som da música pimba, mas o ambiente do Velvet, estava fantástico. Alguns frescos do Carnaval deste ano (clickem nas fotos para ver maior):




Apresento-vos Filipe Sinatra, detective privado e cantor amador de chuveiro:








Realmente as mulheres estavam loucas pela personagem:






Agora uma foto nunca antes tentada, nunca antes vista do grupo de foliões:




Velvet no Bairro Alto:

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Fim de semana "Tuga" - Apanhem sol!

A ti, que estás a ler, lanço-te um desafio:

Nós, portugueses, somos uma malta muito activa e tal e com hobbies muito variados e tal e coiso. 300 dias de sol por ano convidam aos passeios ao fim de semana….

Mas será que aproveitamos o nosso tempo livre, será que a maioria aproveita bem o sol? Hummm… penso que não…

Estou fora dos números, mas se alguém os tiver por favor diga-me. Excluindo o famoso “Sofá” e as outras actividades indoor, digamos que 80% da população ocupa o fim de semana nas seguintes actividades no exterior:


1º - Ir ver um jogo de bola;

Um clássico. Num país onde se caminha para um estádio de futebol por cada 1000 habitantes, é normal que seja o primeiro hobbie a ser referido. Ok! Mas além do fumo das bifanas e dos coiratos, sol apanha-se pouco, porque maioria dos estádios já são cobertos. Também há a grande probabilidade de voltar a casa mais stressado do que quando se foi…


2º - Ir a um mega centro comercial;

Há pessoas que conseguem conciliar esta actividade com o futebol. Seja porque os centros comerciais ficarem perto ou mesmo dentro dos estádios, quer seja porque há uns que têm uns ecrãs planos porreiros maiores que os de casa.

E não faço mais comentários a esta opção, porque sinceramente não a entendo… Viva o consumo desvairado, os “window shopers” e a malta que vive cheia de dividas! VIVA!

Penso que é possível viver dentro dum espaço destes, porque dá para lavar roupa, ir ao cinema, comer, sair à noite, ir ao ginásio, no entanto continua a não haver contacto com o Deus Sol.


3º - Ir de carro até a um local de interesse (rio, mar ou miradouro na montanha) e ficar dentro do carro;

Esta é que não entendo mesmo. E acontece muito…

É só irem a qualquer local à beira Tejo num dia de sol e lá estão eles; dezenas e centenas de carros parados com os ocupantes dentro. Argumentos… “Ah estava muito vento” ou “Não me queria sujar”…

Situação padrão. Um casal pára o carro. O senhor escuta o relato de futebol na rádio ou lê um jornal desportivo. A senhora faz tricot ou lê uma das revistas sobre famosos.

Há ainda quem em alternativa, troque o sofá de casa pelo banco do carro e tire umas valentes sonecas. Ou que substitua a cama pelo carro para a prática do amor…

Façam o que quiserem, mas saiam do carro! Apanhem sol!


4º - Fazer vários Kms de carro para ir ao tal restaurante típico, comer aquela peça de caça, ou com aqueles enchidos inesquecíveis.

Para terminar em grande, quem nunca foi numa dessas gloriosas saídas em família para almoçar ou jantar fora?
Muito poucos ainda não o fizeram…

A desculpa para a viagem é um monumento qualquer, uma igreja famosa, não interessa. O verdadeiro objectivo da viagem é a comida.

Até pode ser que haja interesse em ver determinada cidade ou local, mas já agora, experimenta-se aquele prato de peixe que um amigo me falou que fica a caminho.

Não é à toa que isso acontece… adoramos comer porque temos uma gastronomia simplesmente maravilhosa.


Conclusão…

Não crítico quem o faça, aliás, à excepção do 2º ponto, também pratico todas estas actividades lúdicas.


E finalmente o desafio que referi no inicio.

“Apanhem mais sol!”

Nos últimos dias tem estado terrível, mas assim que melhore vão apanhar sol, mas sejam originais! Podem não ter dinheiro para fazer kite surfing, podem não ter muita paciência para trepar montanhas, mas andem na rua e ao sol.


Sugestões em conta:

Vão para a varanda da vossa casa assar sardinhas de tronco nu.

Vão até à praia, molhem os pés e sujem-se (lembrem-se do anúncio duma marca famosa de detergente que diz “É bom sujar-se”).

Andem nos autocarros de turismo sem capota de estilo inglês.

Ajudem-me a tornar esta lista maior. Que sugerem para fazer no fim de semana, que seja económico e que inclua apanhar sol?? E esqueçam solários…

Aguardo com ansiedade as vossas sugestões e comentários...

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Stastny novy rok! 2007

O próximo texto foi escrito por André Coelho acerca do nosso último encontro na passagem de ano:




Maybe all of you already know that Filipe the pilgrim, have been again on Eastern Europe (almost his home land after Portugal), to recover forces and get inspiration for the New Year and to kill all the ‘homesick’ feeling after his Erasmus.

The destination was chosen out of the blue, completely randomly and we end up in Bratislava. Bratislava is a very beautiful city that everybody tends to say …it’s ugly; it’s small, nothing to see.

Maybe there is a point on all that, is definitely small, there is not much to see if you compare with Rome or Paris, but it is a great place to be, all the charming cafés, the nice typical basement restaurants, the wonderful night life and the surrounding mountains around.

People are usually nice, although you still can find some remaining from the former communist times, the service is improving, not as bad as Prague (the worst customer service in the world, for sure by far).



The event it self, was great, we spent the New Year’s Eve with same friends of friends, enjoying the peaceful life of foggy and not yet snowy Bratislava.

Great party at home with a lot of drinking, chating and dancing, followed by an amazing run to city centre for the midnight.

Drinking remarks and recommendations:

"Demanovka" – sweet vodka menthol that warms you up all inside.

Czech Libre – Czech rum with Czech branded Cola.

"Slivovica" – Most famous type of vodka from Slovakia.

Kelt beer – One of the best beers I have ever tasted.



Great concert with local band Polemik, ska and reggae rhythms under low winter temperatures. Great part of responsibilities to the crazy jumping crowd.

Love all around us, calm late afternoon walks trough centre and the castle. Tasting local cuisine and wonderful, tasty and cheap beer, enjoying short holidays.

After Bratislava the 2 pilgrims went straight with Iveta to her home town, Bardejov, hermitage town from Unesco. In Bardejov we felt the christmas spirit in the beautiful central square and relaxing day on a SPA, where massage and Jacuzzi were the main activities of the day.

Unforgettable the home made beans soap we ate at Iveta’s. Thanks to Mlynarova family hospitality!


After this short visit, the 2 pilgrims were again back on track at the old style from older times…by Night train….to the ‘mainland’ the city of Krakow. Krakow is just a great place to visit, to live and to be. All 3 in one! :)

The days they were just great as usually, many nice cafés, restaurants, nice walks, nice places to go out, nice memories. Meeting old friends, seeing favourite places, time passes quickly.

Curiosity about Krakow: The main square of Krakow – Rynek Gwony, was considered the most beautiful square in the world by the artist society, competing with famous square like, Tim square in New York and Picadily in London.
(
www.pps.org).

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Onda de Optimismo

Texto escrito Sábado, 3 de Fevereiro:

Há dias difíceis em que custa acreditar numa solução para os problemas, um pessimismo que nos bloqueia de fazer o que é fundamental e me impede de avançar.

Hoje sem motivo aparente sinto-me num estado de embriaguez de positividade, tudo me parece concretizável, tudo o que me rodeia parece certo e feliz.

Tenho lido sobre o poder do optimismo e como pode fazer a diferença nesta vida. Como o optimismo pode mover montanhas e fazer milagres, já roçando o conceito de “fé”. Tenho muitas dúvidas que assim seja, mas hoje parece que alguém quer me fazer acreditar nessas teorias.

Situação típica:

Colombo! Piso dos restaurantes, fim de semana, 13:30.

Só a muito custo consigo arranjar mesa e demorar umas boas 2 voltas ao local até encontrar onde pousar o meu tabuleiro e desfrutar da refeição. Visível a cara de “decepção” de pessoas que não conseguem arranjar lugar e vêem outros, ainda sem comida, a reservar mesa e olhando em volta com ar ansioso procurando a sua companhia que trás comida.

Por sorte, por força do optimismo ou apenas no lugar certo no momento certo, lá consigo sentar-me.

Quase de seguida uma mesa vazia e um senhor sozinho, que a vê primeiro, dá prioridade a uma mãe com 3 filhos e com sacos de compras. Cede-lhes a mesa. Automaticamente, digo ao senhor para se sentar comigo.

O seu sorriso e “obrigado” sincero, alimentam ainda mais a minha embriaguez de optimismo. E como que magia, uma onda de boa vontade espalha-se ao redor e vejo múltiplos gestos de bondade.

Um senhor retira os tabuleiros de uma mesa para que outra senhora pouse o seu. Sem a conhecer. Outro procura uma cadeira vazia e alguém grita: “tem aqui esta”, “leve-a”, etc, etc,etc…

Fixe!

Hoje e enquanto durar vou aproveitar e desfrutar desta vaga de optimismo, acreditar que vale a pena praticar o bem e que apesar de muitos defeitos, de muitos lados negativos, a bondade existe na natureza dos seres humanos.

À semelhança do slogan dos sumos “Essencial” da Compal: “Já comeu fruta hoje?”, deixo aqui um outro slogan para cada dia do ano:

“Já fez alguma bondade hoje?”

terça-feira, janeiro 16, 2007

Adiós Madrid

Inicialmente eram para ser 3 meses. Acabaram por ser 7 quase 8. Numa altura como esta de início de ano, numa época de introspectiva, faço aqui um pequeno balanço.

A perda de uma amizade foi compensada por uma carragada de potenciais novas amizades;



Profissionalmente foi uma experiência riquíssima. Não a nível de obtenção de novos skills técnicos relacionados com o meu ramo, mas muito a nível humano, de como lidar com pessoas e com emoções no local de trabalho;

Madrid mudou a minha definição de capital. Pela dimensão, pelo ritmo com que se trabalha, se caminha, se conduz e se diverte. A noite madrilena… podia estar aqui anos que seria difícil conhecer todos os bares e discotecas…

Mas acima de tudo, “fiz as pazes” com os espanhóis. Finalmente posso dizer que conheço Espanha, os espanhóis, as suas diferentes culturas e o seu idioma. E ainda deu-me a certeza, a confiança, que posso vencer profissionalmente fora do nosso Portugal.


Não é como a paixão por Cracóvia, não é como a admiração por Amesterdão, mas Madrid fica para sempre no meu coração, pelo fantástico e turbulento período que lá passei.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Viajar Solo - Córdoba e Sevilha

Permitam-me, caros leitores, uma comparação arrojada:

Viajar é como o sexo!

Podemos fazer sexo sozinhos, é uma necessidade, dá prazer, liberta a tensão e podemos focarmos no nosso exclusivo prazer. No entanto é mais do que certo que partilhá-lo com alguém é muito melhor, mais intenso e interessante. Viajar é igual! Viajar sozinho vai-se ao ritmo que se quer para onde se quer, mas é triste não se poder partilhar o que se vê o que se sente.

E foi com isso em mente com que parti para mais uma aventura em Espanha, qual coiote solitário, qual cowboy do século XXI.

Os últimos Cds de música, carro directo à auto-estrada e aí vai ele rumo ao horizonte desconhecido, que neste caso era Córdoba. O que os Cowboys do oeste americano não tinham ao atravessar as pradarias era filas de trânsito e engarrafamentos. Aí está… 2 horas de fila só para sair de Madrid e fazer os primeiros 70 Kms!

Com a Mega ponte de 2 feriados todos os madrilenos decidiram sair da cidade… lá se foi o romantismo do viajante solitário. Passa-se o tempo a cantar e a estudar o mapa de estradas e decidir caminhos alternativos. Ou a fazer caretas às crianças dos outros.

Cheguei a Córdoba e custou até conseguir arranjar alojamento, devido à quantidade de turistas na cidade. Tinha as expectativas elevadas em relação a Córdoba e foram superadas. Tudo o que me tinham falado não era exagerado. É a cidade com maior influência árabe da Europa e é fácil sentir que se está numa cidade árabe com um cheirinho espanhol.

Já devo ter visto alguns milhares de igrejas na minha vida, mas a Catedral de Córdoba conseguiu-me impressionar! E também impressionou o rei espanhol que ao conquistar a cidade aos mouros ficou encantado com o esplendor da obra e decidiu na destruí-la. Em vez disso mandou construir uma catedral católica, dentro da catedral muçulmana existente… Entra-se na catedral e a dimensão e a mistura de estilos impressiona. Um portal gótico, seguido por um portal estilo árabe, com um crucifixo seguido de uma lua. Espectacular!

Os jardins da catedral com a luz matinal a tocar as laranjeiras e as palmeiras, as sombras nos portais e o brilho nos dourados das inscrições árabes torna o lugar mágico e já não estamos em Espanha. Por falar em laranjeiras é difícil tirar uma foto nas cidades de Andaluzia sem apanhar uma árvore de cítricos. Gostei muito das decorações de natal, nas árvores de fruto fica ainda mais bonito do que em pinheiros.

Claro que a tudo isto junta-se o que de melhor há na Andaluzia, as tapas, os barzitos, o sotaque fantástico arrastado dos locais, a simpatia de todos, uma energia positiva que se transmite, ou serão os meus “olhos de férias” que vêem tudo “rosa”??

Viajando sozinho visita-se tudo mais rápido e ao fim de 24 horas já estava tudo visto. Referencia ainda à vista da cidade da outra margem do rio Guadalquivir (antigamente chama-se rio Betis, daí o nome do clube de futebol de Sevilla) com a famosa ponte romana. E ainda a fantástica comida boa e barata. Recomenda-se o Salmorejo (um género de gaspacho, mas mais consistente, para as noites frias de Inverno).

A decisão de ir a Sevilla foi tomada no momento e o facto de ter lá um contacto facilitou essa decisão. Em vez de continuar na aborrecida auto estrada e depois de vários conselhos de pessoas com quem fui falando em Córdoba, fui pela Carretera 431, que segue junto ao rio, até Sevilla, visitando assim as minas árabes de Medina Azahara e o castelo de Almodôvar del Rio.

As minas são como a versão árabe das ruínas romanas de Conimbriga e o castelo foi interessante apenas por a visita não estar planeada. De qualquer forma é bom mudar um pouco do turismo urbano para algo mais pitoresco fora das grandes cidades.

Depois de instalado em Sevilla, já tarde dei um passeio pelo centro e presenciei a serenata de uma tuna académica. Aquela malta tem uns trajes um bocado abichanados, mas até tocam e cantam bem.

Se há uma cidade que reúna mais dos ícones da cultura espanhola tem de ser Sevilha. As roupas sevilhanas, as touradas, o uso da palavra Olé, o começar a cantar uma boleria com um desconhecido, a energia e a disposição sempre de festa, as imagens de santos nas ruas, bares, tabernas, as cañas e tapas e a lista não termina. Sim Sevilha é Espanha!!

Depois de um pequeno almoço numa esplanada ao sol, a visita aos pontos de interesse, desta vez com companhia, e graças ao conhecimento local, conhecem-se detalhes e locais impossíveis de ver com o melhor livro guia. Gracias Rosana por me enseñares la “otra Sevilla”… Grandioso el “rally tapas” que hicimos! Te debo 12 pasteis de Belém!

Dia 8 de Dezembro, os típicos almoços familiares de feriado, a correria das compras de Natal, mas o que impressiona é o enorme convívio que existe em várias praças. Pessoas a beber cerveja na rua no largo duma igreja, bares e discotecas cheios de fumo e de gente bonita e com a sua melhor roupa. Mas tudo às 5 da tarde!!! Olé!

Como em todo o lugarejo português há um “café central”, também em cada cidade espanhola à uma “plaza de España” (até Lisboa tem uma). Mas a praça de Espanha de Sevilha faz jus ao nome, uma praça circular enorme, com painéis de decorativos de cada cidade espanhola. Querem ver e sentir as diferenças comportamentais, físicas e sotaques diferentes, de espanhóis de toda a parte de Espanha? Então vão à praça de Espanha em Sevilha.

Pequenos grupos de turistas, juntam-se ao painel da sua cidade para tirar a foto típica. A mostrar que somos todos iguais! Todos gostamos de encontrar um pouco da nossa casa, da nossa terra, quando estamos longe.

Sevilha ao longo dos séculos sempre lutando para ser uma das maiores cidades de Espanha, esta praça foi originalmente construída para fazer competições de remo, desporto com grande tradição nesta cidade.

Ficou muito para ver em Sevilla, mas a proximidade com o Algarve e com Portugal, origina a promessa de repetir a visita.

Termino com uma curiosidade. Sevilha em 1992 foi palco da exposição mundial da cultura. Ao contrário do que se passou com a área da antiga EXPO98, o local continua deserto depois da exposição. Não que não tenham havido projectos para urbanizações de luxo e centros comerciais gigantes, a prometer uma “nova Sevilha”. Existem tais projectos, mas os sevilhanos rejeitam que haja um bairro para “ricos” numa cidade em que existem poucas diferenças hierárquicas sociais entre bairros.



Nota adicional aos feriados espanhóis:

Não entendo porquê?, o 1º de Dezembro não foi feriado em Espanha e não se comemora a independência de Portugal. J

Dia 6 de Dezembro é o dia da restauração da monarquia em Espanha. Fim do regime franquista e regresso à monarquia.

Dia 8 de Dezembro, bem, uma das vantagens que vejo em viver numa sociedade católica.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

The most wanted english version

After piles and piles of letters asking for an English version, after so many complains from my best friends all around this Europe, here it is.

“The big official opening post of the east pilgrim in English”

Is just not the same to write in English… Somehow the English versions will be always smaller than the Portuguese ones. Less vocabulary, means less adjectives, less imagination, with your mother tongue is always another story. I will give my best!

Just following all the thousands of readers’ wishes, I will try to keep it update and all the new posts in Portuguese translated to English as soon as possible…

Of course that, in return, I want to receive all your feedback. Whatever they are silly or deep, is in your comments that I earn the motivation to keep writing it in English.

Christmas wishes to all of you…

terça-feira, dezembro 19, 2006

Relatividade de tudo…

Que o mundo seja feito de mudanças tudo bem.

Que sejamos cada vez mais individualistas, egoístas e vingativos, tanto melhor, bora nessa.

Agora quando se começa a duvidar da veracidade ou lealdade das amizades mais antigas, de infância, dessas a que se chama “é do gang” ou “é como família”, dói muito... uma dor diferente de perder um amor… uma dor mais fina, mais fodida.

Algumas amizades temo-las como certas… Eternas… mas não são… e apenas por um motivo… as crianças passam a adultos. No entanto… como algumas amizades são tão antigas, passam a ser como familiares. Por mais chatices que se tenha, por mais profundas que sejam as feridas, acaba-se sempre por voltar a elas, perdoar, esquecer. Por mais diferente que eu seja da minha irmã, por mais que nos zanguemos sempre hei-de amá-la, porque é a minha irmã e isso nunca há-de mudar.

O mesmo se passa com algumas amizades… ao entrar num plano de “família”… acaba-se por perdoar um dia. Por que afinal, amizades dessas são difíceis de substituir e ninguém gosta de estar só…

segunda-feira, dezembro 11, 2006

The Elizabeth Town - Kentuchy

Um argumento bizarro, uma história de amor previsivel. Elizabeth Town foi daqueles filmes típicos que vejo, quando o que queria inicialmente ver está esgotado, e que acabo por adorar!

Senão gostam de uma bela história de amor não o vejam, mas só pela viagem final que o protagonista faz no filme pelo interior dos EUA tendo por companhia as cinzas do seu pai morto. vale pena arriscar vê-lo.

A música é a banda sonora das nossas vidas e eu sempre sonhei com o ter em todos os momentos de cada dia, aquela música certa na altura certa. É essa a ideia do director, por o protagonista a fazer uma viagem a seguir as instruções de um CD que tem a música certa para cada cidade, cada monumento, cada momento da viagem. Toca a pegar no carro, autocarro, mota, cavalo, ou pés e partam à descoberta do desconhecido.

Deixo aqui uma frase tirada do filme (visitem http://www.elizabethtown.com/):

“You will find that it is all very familiar.. the strange and faraway places where you’ve never been. The wild unknown leads you to a place just around the corner. Take a picture when you get there… the road is you.”

The Road
J. Bebe – R. Hammond

Uma semana “viajando” em trabalho


É bom ter um trabalho que permite viajar. É melhor do que ficar sempre no escritório. É verdade! Fugir à rotina e tal… No entanto para além de cansativo é frustrante, por estar em sítios interessantes e não ter tempo nem para lhes sentir “um cheirinho”. Conforme as horas vão passando cresce a esperança de conseguir acabar o trabalho antes de anoitecer, olhar lá fora e ver palmeiras e o sol de Inverno das Canárias e não puder sair do armazém.

Foi assim esta semana. Por motivos profissionais tive de viajar a Barcelona e a Tenerife esta semana acompanhado por 2 colegas da Compal Portugal.

Barcelona é outra Espanha… Madrid é uma cidade incrível com um ritmo alucinante 24horas por dia! As tapas, a música, a forma positiva de enfrentar a vida, em resumo a essência espanhola. No entanto não é bonita. É cidade para trabalhar e para curtir noitadas 7 dias por semana até cair para o lado, mas há “un monton” de cidades mais bonitas com muito mais para ver e visitar.

Um exemplo disso é Barcelona. É uma cidade linda… Arte e monumentos existem em cada esquina, em cada casa, em cada parede… a cidade surpreende. Tem montanha, tem água, tem muita cor. Madrid pode ter muitos emigrantes e muitas nações a viverem juntas, mas em Madrid tem de se falar e ser espanhol e gostar do que eles gostam. Barcelona é outra história multicultural sim, mas muito mais tolerante para estrangeiros, muito mais aberta a falar outras línguas; e isso nota-se nos bares, nota-se nas ruas, nota-se nos cinemas com legendas em espanhol ou catalão em vez de dobrados.

O tema quente da independência da Catalunha, do facto da juventude só aprender catalão e das aulas nas universidades serem em catalão e do facto de haver barreiras a outros espanhóis de irem trabalhar para Barcelona senão falarem Catalão, deixo para outra altura. Demasiado polémico para este Blog. Melhor voltar às viagens…

A primeira vez em Barcelona foi no meu primeiro ano de ISCTE e foi uma viagem muito marcante nem que seja apenas pelo facto de ter conhecido 2 malucos que pertencem hoje ao meu pequeno núcleo de melhores amigos. O tempo não esteve famoso e tivemos pouco tempo para passear pela cidade.

Desta vez não foi diferente. Depois do trabalho só deu tempo para o passeio nas Ramblas e no bairro gótico e uma Paella daquelas que a semelhança com o nosso “arroz à Valenciana”, é pura coincidência. A verdadeira Paella é de Valência, ingredientes idênticos, mas sabor e cor não tem nada a ver.

Mais um dia mais uma viagem e como farta toda a cerimónia de apanhar um avião. Saímos de Barcelona onde as tabletas no aeroporto vêm nos idiomas: Catalão, castelhano e inglês. Chegamos a Tenerife e temos: Espanhol, alemão e inglês.

Alemães por toda a parte e avenidas com hotéis, praias, lojas de “recuerdos” e quadros de giz a anunciar jogos de futebol da Budesliga e Premiership, e é fácil pensar:

“Cheguei ao Algarve!”

A grande diferença são as palmeiras e o facto de ser Novembro e estarem 26ºC e uma humidade que mantém o suor pegado ao corpo. E viva as Canárias!

No 2º dia de trabalho deu para terminar mais cedo e conhecer o norte da ilha. O “El Teide” omnipresente e sendo o ponto mais elevado de España merece respeito. Como a maioria dos ventos vêm do norte as nuvens ficam “presas” no alto da montanha o que faz com que o norte da ilha seja de um verde exuberante, enquanto que o sul é seco e árido qual deserto do Sahara.

Desta vez só deu para ver o norte. O porto de Santa Cruz é uma cidade alemã e inglesa com as suas praias de areia negra e água quente, mas gostei mais da capital da ilha, Santa Cruz de Tenerife. Sem praia torna-se menos turística, logo mais monumentos, menos hotéis, mais edifícios antigos, em resumo: mais da cultura local. Os canários são muito simpáticos e o sotaque local é muito mais melódico e fácil de entender.

Fica a vontade de voltar, mas na próxima com mais tempo para ver a noite e conhecer o sul com as suas praias de areia branca e discotecas cheias.

Termino com um detalhe delicioso… em Madrid e Tenerife fala-se Espanhol, mas perguntem a um catalão e ele diz que em Espanha se fala Castelhano. È um país curioso…

segunda-feira, novembro 20, 2006

Segovia - Castilla y León

O que tem chovido nas últimas semanas… Como me disse um professor de energia, que trabalha na EDP: “A chuva são euros que caem do céu”… Faz falta e estamos na época dela, mas torna difícil viajar, visitar, fazer alguma coisa fora de casa durante os fins de semana.

Num Domingo de Outubro houve uma pausa nas chuvadas que caíram em Madrid e lá fui para Segóvia, tentar conhecer mais um pouco dos arredores da minha nova morada.

A poucos quilómetros a viagem faz-se em meia hora e realmente merece a visita. Separada de Madrid pela serra Guadarrama, Segóvia mostra já bastantes diferenças arquitectónicas e culturas pois já pertence à província Castilla León. O centro histórico é bastante pitoresco com as suas varandas em metal, os mosaicos em argila e com o enorme aqueduto a coroar a cidade com um estilo próprio.

Um passeio pelo centro, fotografar os monumentos mais importantes e subir ao castelo para tirar aquela foto panorâmica. Já está! Chega a hora de almoço e como que em perseguição desde Madrid, a chuva volta a atacar e com força. (É bem visivel na foto a tormenta a vir das montanhas).

Bom pelo menos deu para provar o famoso leitão (cochinillo), prato típico da cidade. E pronto! Mais um X no mapa de Espanha...

sexta-feira, outubro 06, 2006

Toledo la Capital Antigua

Toledo… a antiga capital de España… Bonita? Típica? Tudo isso e muito mais.

Uma cor domina as ruas, o branco amarelado dos tijolos das casas. Ao contrário de Madrid em que os tijolos laranja estão por toda a parte, o Sol reflecte-se nas paredes amareladas das casas e monumentos de Toledo dando um aspecto dourado, esplêndido a tudo.

O rei Felipe II transferiu a capital de Espanha de Toledo para Madrid durante os 60 anos de ocupação de Portugal, a época de ouro de Espanha. As grandes construções mudaram-se para a actual capital, mas Toledo com uma população pequena, tem monumentos de uma dimensão e esplendor dignas de uma grande cidade. Alcazár, Museu de Santa Cruz, Casa/Museu del Greco e Taller del Moro, mais detalhes em http://www.guiatoledo.com

A localização de Toledo não podia ser mais adequada. Assim como Santarém, Toledo foi construída à beira do rio Tejo numa zona elevada do terreno. Realmente viajar no centro de Espanha é como atravessar o Alentejo, a vista é aborrecida! Do alto da catedral em Toledo é bem visível a desertificação causada pelo calor excessivo. Vê-se o rio "Tajo" contornando a cidade como que acariciando-a e lá continua pequenino, mas decidido, serpenteando em direcção a Portugal. Nas margens do rio a natureza vence com ajuda da água e abundam as árvores, mas o resto tudo, tudo plano, completamente seco e desértico.

Conhecendo eu bem o mercado e os hábitos de consumos dos espanhóis no que toca a sumos e refrigerantes, não pude deixar de reparar num detalhe “delicioso”. É sabido que Espanha é o pais da Europa com o maior consumo de Coca Cola per capita e que nos bares e discotecas tudo se junta com Coca Cola, desde vinho tinto a Juanito Camiñante (Johny Walker). Até aqui nada de especial. No entanto ter uma máquina de venda de bebidas dentro da maior catedral de Toledo?? Isso já me ultrapassa! Lá estava, em plena catedral, para que os devotos que estejam em meditação e a rezar possam matar a sede sem ter de sair para as ruas quentes… deve ser fácil trabalhar na Coca Cola España…

Continuo a preferir Granada e Salamanca, mas Toledo sem dúvida me impressionou!