Viver em Amesterdão - Como será?
Como último post acerca desse país maravilhoso deixo um desafio aos meus amigos que vivem na Holanda.
Como é viver na Holanda? Como em qualquer país há-de haver vantagens e desvantagens. Algumas parecem-me óbvias outras ou talvez a maioria nem por isso. Aguardo os vossos comentários e deixo aqui o meu ponto de vista como turista português regular.Apesar de fazer o que a maioria dos turistas faz em Amesterdão e ir aos locais típicos e aos museus recomendados, não me auto insiro no grande grupo que vai à Holanda, e que fica apenas no centro de Amesterdão e se mantém pedrado durante toda a estadia. Há sítios mais perto de Portugal e mais baratos, como Ibiza.
Mas sim, Amesterdão é uma cidade em permanente festa!
A minha primeira viagem para fora da Península Ibérica foi há já muitos anos para Amesterdão. Foi um “abrir os olhos”! Agora continuando a visitar e tendo vários amigos a viver na Holanda a minha opinião vai mudando.
Ao primeiro impacto é chocante. A droga, o sexo, o álcool, tudo tão fácil de obter e tudo tão permitido é fácil ficar ofuscado e pensar: “Espectáculo! Incrível! Que bom seria viver neste país tão tolerante onde vale tudo e cada um faz o que quiser!”No entanto, devido à educação que tive e à sociedade em que vivi, não consigo imaginar criar a minha família no bairro da luz vermelha (sim há pessoas que lá vivem), ir passear um filho pequeno e ver as prostitutas nas montras 24h por dia.
Nem pior nem melhor é apenas diferente! Muito diferente mesmo…
As bicicletas por todo o lado, os canais de água por toda a parte e as casas estreitas e alinhadas dão um carácter único à cidade. Com ou sem sol é uma cidade linda e há sempre que fazer e visitar. De bicicleta para o trabalho, para o café, para o parque apanhar sol, como desporto, elas dominam a cidade e têm prioridade sobre tudo excepto os eléctricos.
A comida. Este tema é rápido de comentar. Não há comida típica. Os holandeses não têm tempo / não querem cozinhar, por isso a maioria dos restaurantes são de comidas estrangeiras. É incrível ver a quantidade e variedade de comidas pré cozinhas que existem nos supermercados na Holanda. Mas são loucos por comida saudável, frutas, legumes, iogurtes, cereais, sumos naturais, etc.
Para não me afundar em estereótipos, e excluindo as misturas raciais que são tantas, o típico holandês (seja lá o que isso for) tem 1,90m de altura é branco, loiro, olhos claros e magro. Práticos e directos à acção, grande auto estima e um pouco “basófias”. Frieza típica de países nórdicos, mas acessíveis, divertidos e de mente aberta.
A quantidade de nacionalidades a viverem juntas na mesma cidade é incrível e bem visível em Amesterdão ao mudar de bairro para bairro como se muda de ruas cheias de chineses, para bairros turcos, italianos, etc.
A tolerância existe! Raças, religiões, preferência sexual tudo a partilhar um espaço comum abaixo do nível do mar, a tolerar-se. Mas que ninguém seja ingénuo ao pensar que é o paraíso como a canção “imagine” de John Lennon!
Dos países mais tolerantes de todo o mundo, a Holanda já não é o que era. Como por toda a Europa, existem problemas graves de emigração. O fantasma do escritor holandês assassinado por um muçulmano que não gostou da publicação de um livro sobre a forma como as mulheres turcas são tratadas na sociedade, ainda paira sobre o país das flores e dos moinhos de vento.
A jeito de remate acabo com uma lista de fotos curiosas:
Bicicletas – é rara a foto que não tem bicicletas. Vale transportar tudo! As compras, os filhos, atar o cão e ir pedalar para o Vondel Park. Na foto em baixo o vento era tanto que derrubou dezenas de bicicletas daí uma confusão enorme. Um género de Mikado mas em bicicletas em vez de pauzinhos.
Redlight district – Mundialmente conhecido, o bairro da luz vermelha faz juz ao nome. Várias ruas que formam um bairro em que a prostituição está presente e sem esconder 24 horas por dia. Por trás de cada vitrine das montras do rés do chão e do primeiro andar, profissionais do ramo de todas as raças, formas e cores, provocam e chamam quem passa. Sempre com a lâmpada de neon vermelho por cima da montra a assinalar a presença. O cliente aproxima-se da montra, discute-se o preço, "suck and fuck" é o nome dado ao serviço padrão, os extras pagam mais Entra-se, a cortina da montra é fechada e tudo acontece ali mesmo.







