sexta-feira, fevereiro 22, 2008

"A velhice é um posto"

Nos últimos dias tenho ouvido muito a expressão:

“A velhice é um posto”

Há quem lhe chame experiência, maturidade. Sem dúvida que os mais velhos são para serem respeitados.

No entanto as diferenças entre novos e velhos são tão grandes, que a luta e o desacordo existirá sempre.

Os meus avós não tinham televisão, os meus pais não tinham computadores, eu não tinha perfil no hi5 aos 5 anos de idade; e o ciclo continuará…

Se me perguntarem qual foi a grande revolução do meu tempo, a maior factor para a modificação chocante de valores da sociedade, não foi a Internet, não foi termos computadores mais pequenos e não foi o 11 de Setembro.

O que realmente mudou o último século foi o estonteante aumento da esperança de vida.

Cada vez se vive mais tempo.

Vive-se mais tempo = estuda-se até mais tarde e trabalha-se mais anos.

Tem-se filhos mais tarde ou compra-se um cãozinho para substituir os filhos.

As famílias são cada vez mais pequenas.

Os que trabalham são cada vez menos versus os que estão reformados.

O colapso da segurança social será quando? Tenho esperanças de receber reforma? Poucas…

Cada vez se tem menos filhos, população da Europa envelhecida, previsões alarmantes para o próximo século.

Depois desta visão apocalíptica do futuro da população europeia, deixo aqui algumas soluções:

  1. Guerra mundial para reduzir população. Após 1945 o sistema de reformas funcionava, porque os velhos tinham morrido.

  1. Agarrem a primeira pessoa do sexo oposto que encontrarem e pratiquem o amor! Só lá vamos com um baby boom!

Uma espécie de lado bom e mau da Força como no filme Guerra das Estrelas. Prefiro a 2ªopção...

Let’s boost birth rate honey!

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Vanessa da Mata + Ben Harper = Boa Sorte/ Good Luck

Grandes vozes! Como se conheceram? Como se juntaram? Esta canção mostra como a música fala uma língua universal Quem me conhece sabe que tenho por hábito, pelo gozo, de traduzir as letras de canções portuguesas para inglês e vice-versa. Garanto que esta musica não foi ideia minha. Esta experiência acabou por resultar numa sonoridade fantástica, simples, quente, bonita. Altamente viciante! Szczecie!

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Fintando o Danúbio

Saimos de Budapeste.














Direcção norte.

Escapamos da confusão da cidade e serpenteamos pela nacional 10 sempre com o Danúbio ao lado direito.


O 2º maior rio europeu

Nasce nas florestas da Bavária na Alemanha, atravessa Áustria e Suiça, faz de fronteira entre Eslováquia e Hungria, separa Buda de Peste, passa a Croácia e a Sérvia, faz de fronteira entre a Bulgária e a Roménia e vai desaguar numa grande foz do Mar Negro. Uma odisseia de quase 3.000Km.

Neste pequeno troço que nos acompanhou durante um domingo de Carnaval, estranhamente solarengo, vai poluído e bastante calmo.

Subimos no mapa da Hungria com as correntes do rio em sentido oposto, passando por pequenas aldeias, casas em madeira, cheiro a fumados e chaminés acesas.

Pena que a paisagem seja tão desolada com a falta de verde e ausência de neve nesta altura do ano.

Chegamos ao primeiro destino.

O sol engana; está frio, -2ºC. Estamos em Visegrad vila antiga com localização privilegiada no alto de um monte na margem do rio Danúbio. Não admira que tenha uma fortificação dos tempos em que os húngaros deixaram de ser nómadas e assentaram arraias por aqui.

Tempos em que a Transilvânia era território húngaro e não romeno. Tempos em que Vlad O Empalador (famoso e conhecido pelo conde Drácula) mantinha um pequeno pedaço de terra irredutível do império Otomano. Versão mais macabra do Asterix e dos gauleses no norte de França.

O nosso Skoda Fabia alugado acusou cansaço quando chegámos ao topo da montanha, na estância de esqui fechada. Famílias passeiam ao domingo. Bebem chá ou vinho quente. O entretém de miúdos e graúdos foca-se num tubogan de “verão”, já que a neve este ano tarda a chegar.


Valeu pela vista e pela velocidade atingida nas curvas, para os amantes de velocidade não é melhor do que karting.

Quando chegamos a Esztergom já temos pôr do sol encomendado e a vista da maior basílica da Hungria sobre o rio Danúbio já com a pequena vila industrial eslovaca de Sturovo na outra margem parece apocalíptica. O fim do mundo.


Fábricas e bairros sociais é o que se vislumbra do outro lado cinzento.

Já foi território húngaro, agora é eslovaco.

O povo húngaro teve sempre a má tendência para escolher os aliados errados nas duas grandes guerras mundiais. Na primeira pertencendo à Prússia, império austro-húngaro, enquanto que na segunda aliados ao 3º Reich. Resultado:

2 guerras = mais de um terço do território perdido.

À semelhança da nossa Guimarães, Esztergom representa o “berço” da Hungria como país independente e reconhecido pelos vizinhos. Apesar de actualmente na fronteira com a Eslováquia, já foi o centro do país e foi nesta grande basílica de 130m de altura que um papa católico coroou o 1º rei cristão húngaro, deixando de ser um país dividido por tribos nómadas para um país reconhecido e de fronteiras bem definidas.

5 da tarde. Anoitece e seguimos para Szetendre (Santo André), vila pitoresca, casa de artistas e músicos. Destino de verão húngaro, Santo André tem tudo para receber o turista alemão.

A marginal ao longo do rio cheia de restaurantes com menus em várias línguas, geladarias, lojas de recordações e casas a anunciar o melhor e mais típico e mais artesanal maçapão.

Compras feitas e lembranças escolhidas, hora de seleccionar o restaurante. A escolha recai sobre o restaurante mais retro, Regimodi Vendeglo. Parece que fomos jantar a casa de alguns avós afastados e com gostos antiquados. Um silêncio absoluto no restaurante, os primeiros e únicos clientes da noite.


Que venha o menu turístico. Sopa de galinha, peito de frango com batatas a murro e a típica salada de couve branca agridoce (sóruwka que tanto gosto polaca), acaba-se com panquecas com avelã e chocolate!

Venha mais um shot de palinka??

Não que é muito forte… Antes um doce digestivo UNICUM!

Monsanto - Mais um mito urbano


Piqueniques em Janeiro?

- Ah está frio! Não apetece sair do quentinho do sofá! A sardinha ainda não está boa!

Em Monsanto?

- Que horror! Que má fama tem! Ainda vamos ser assaltados ou violados!


Os mitos urbanos existem para serem desmascarados!

Talvez estas fotos convençam alguém do contrário. Mudem de ideias:





Se não fizer mudar de ideia, não faz mal, já há muitos a saber. Viva para o grande presidente de câmara, Santana Lopes, que deixou obra feita, não apenas no túnel do marquês.

Caminhos arranjados, áreas de picnic, percursos de manutenção, pistas de skate, ringues de basquetebol, tudo com uma vista fantástica sobre o Tejo,

“ Monsanto já não é o que era! “


Recomenda-se! Boa alternativa ao Colombo, Vasco da Gama e outros navegadores famosos de fim de semana.

Tomar - A cidade aos Templários!

Entre jogos de equipa, desafios e muitos desportos, chamados “radicais”, passaram-se dias bem diferentes com os colegas de “luta” diária.

Rappel sobre o rio Nabão em Constância, canoagem do Zêzere ao Castelo de Almorol.

Deja vu?? Recordei os dias do clube aventura, agora passado uma década, com outras pessoas, a emoção de conquistar um rio e redescobrir uma cidade não estiveram diminuídas.

WE MAKE THE DIFFERENCE!

domingo, janeiro 13, 2008

Um sábado sem planos

Sábado acordo já tarde. Tenho combinado com 2 grandes amigos irmos tomar o “brunch” juntos a Alcântara. Que modernos esses termos “inglesados” dados à refeição intermédia entre pequeno almoço e almoço.

Com os atrasos do costume e a enorme procura que os restaurantes da zona tinham acabou por ser mesmo um lanche.

O grupo acordou que fosse um dia sem planos. Deixar-nos levar pelos apetites do momento. Aproveitar o presente sem fazer planos… o “Logo se vê” recomendado para um dia de folga e tão típico da nossa raça.

Acabou por ser um dia memorável:


Entre leitura de livros e jogos de tabuleiro acompanhados com muito chá em Alfama.



Seguido de martinis e mais jogos de tabuleiro na baixa pombalina.


Continuando com jantar e a habitual peregrinação de bar em bar no bairro alto, acabando a dançar e a pular num clube perto do miradouro do Adamastor na Bica.


Pena que seja já domingo… e como chove lá fora.

Um grande abraço Marco e Ivo

O mundo é uma ervilha

Esta Europa é demasiado pequena.

Apesar das diferenças entre países, agora estamos todos mais próximos, com os voos de baixo custo e a facilidade com que se pode passar um fim de semana noutro país. Algo impensável na geração dos meus pais.

Com frequência acontecem coincidências de encontrar algum vizinho numa visita a um museu espanhol, ou cruzar com amigos numas ruínas na Tunísia. Outros tempos…

Coincidências e acasos do destino à parte, ocorreu-me um recentemente bem engraçado e que me fez pensar:

“Este mundo é uma ervilha!”

Estou eu na Suiça a jantar com colegas de trabalho de outros países europeus e o nome de família de uma colega Suiça pareceu-me demasiado eslavo. Pergunto-lhe se tem família dos Balcãs. Do que me lembro do diálogo foi algo assim:

Eu – Tens raízes eslavas? O teu nome não me parece nada suíço…

Ela – O meu pai é eslovaco e a minha mãe é Suiça.

Eu – Ah! Ok, está explicado.

Ela – Conheces a Eslováquia?

Eu – Sim. Bratislava maioritariamente, mas também já estive nas montanhas tatras uns dias. Tenho lá alguns amigos.

Ela – Vou passar lá o Natal com a família.

Eu – Já alguma vez visitaste Portugal?

Ela – Sim. Tenho primos afastados na Moita.

Eu – Ena! Moita! E o que visitaste?

Ela – Só estive lá na altura das festas da Moita. Touradas e largadas. Estranho aquilo. Ah, e também conheci um centro comercial gigante a caminho do aeroporto (referia-se ao Fórum Montijo).

Ilariante...

Aí está! Eu na Suiça, a falar com suíça/eslovaca que pelo que conhece do meu país tem uma ideia bastante redutora do que realmente é. Um pais com festas populares estranhas em que se bebe e come muito e se brinca com animais bovinos. E centros comerciais gigantes.

Realmente este mundo é pequeno!

Consegui passar-lhe a mensagem que há bem mais para ver.

E aqui ficam umas fotos que mostram como este mundo está mais pequeno e em que cada vez mais os povos são parecidos, no entanto, sem perderem a sua entidade nacional.

Quantos países no mundo têm bares que vendem cerveja a metro? Que país inventou o conceito primeiro? Não me apetece procurar. Se alguém souber que deixe comentário.


2 momentos: a preparação e o consumo

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Sorte ao jogo, azar...

Poker, Black Jack e afins... jogos muito populares nos "states" e cada vez mais pela Europa. Antes maioritariamente em casinos, agora mais frequente em casa entre amigos, em qualquer livraria de Lisboa se encontram baralhos profissionais com jogos completos de fichas e outros acessórios.

Conhecia as regras apenas dos jogos de computador, no entanto entre amigos, gargalhadas, cerveja, aperitivos e sobretudo, apostando dinheiro a sério, o jogo de poker torna-se numa experiência bastante interessante.

Algo universal é a irmandade automática que os homens criam quando se dispõem a competir entre si seja em que desporto for. Um género de empatia, entendimento, a eterna luta amigável:

"a minha é maior que a tua".

O homem é suposto ser o género agressivo e a mulher o género belo e pacifico, mas nem sempre assim é. Não que as mulheres também não sejam fortes quando se unem, no entanto competindo entre si, são muito mais "sacanas", note-se o eufemismo.

5 homens à volta de um baralho de cartas, seja lerpa, sobe e desce ou poker, essa atmosfera cumplice, ilegal e de comunhão é conseguida. As quantidades de fichas a aumentam e a diminuem conforme o jogo avança e as cervejas se esvaziam.

Dizem que o perigoso do "jogo" é ganhar alguma vez. Pois é... ganhei... e fiquei a gostar ainda mais de poker, sobretudo com as regras de competição de apenas 2 cartas na mão e 5 cartas comuns a todos descobertas na mesa.

Um a um "limpei-os" a todos e ficou a esta foto a registar o momento da vitória final! Soma e segue!


Exclamei: "Putain de portugaise!!" e foi a gargalhada geral!

Alguém disse: "Deixámos-te ganhar , porque és nosso convidado!"... claro, claro.

Para quem percebe da matéria aqui fica o mão ganhadora com a qual saí vitorioso da última partida a dinheiro jogada entre colegas de trabalho franceses. Ambos com um jogo péssimo, apenas um par de três e a fazer um enorme bluff, elevámos bem as apostas bem para depois a senhora sorte ditar a vitória para o meu lado por apenas uma "pinta":



Sorte ao jogo, azar no... nahh!

domingo, dezembro 30, 2007

Saldo Positivo - 2 anos de Peregrino do Leste

Acho piada à quantidade de graçolas que nesta altura do ano se fazem acerca da proximidade de um novo ano. Quem não encaixou já a seguinte piada:
- "Temos de combinar um almoço em Janeiro" - "Sim pode ser na primeira semana" - "Depois ligo-te e combinamos os detalhes" - "Ok! Então vemo-nos no ano que vem, certo?" - "Ahah! Sim claro! Até pro ano!"

Estamos portanto na altura de pensar no que foi o ano e o que desejamos para o próximo. Gosto desta falsa ilusão que que me dá a aproximação de um novo ciclo no calendário. O mês de Janeiro é dos mais duros do ano, sem feriados, os dias mais curtos e frios, muito trabalho. Os dias que seguem o Natal e antes do ano novo estendem-se dias de calma e introspeção antes de nova tempestade.

Tive um ano cheio de surpresas! Boas e más! Mas o saldo foi mais que positivo! Que venha outro ano ainda melhor!

O tempo passa e este blog já tem 2 anos e mais 2 meses. Esperou as minhas expectativas! Sem publicidade e apenas divulgado a amigos e familiares, já conta com mais de 3000 visitas. E o contador não conta as minhas visitas, visitas com menos de 3 segundos, ou seja, enganos. Mais de 3000 momentos de leitura. Apesar de ter desistido da versão inglês por falta de tempo / falta de visitas, o feedback que tenho tido é fantástico.

Sempre quis escrever isto: "Quero agradecer a todos os que me apoiram neste projecto! As vossas palavras de apoio e conselhos variados, fizeram do Peregrino de Leste, um local de referência no mundo da blogoesfera. Para todos vocês o meu Bem Hagem"

Era o que diria se ganhasse um oscar.

Mas não quero prémios nem reconhecimento. Apenas que continuem a visitar e a deixar comentários. E venham essas criticas e sugestões por telefone, email, fax ou telegrama.

Através do Google Analitics pode-se consultar tudo acerca das visitas ao blog. A nacionalidade, quanto tempo estiveram no site, que posts leram, quantas visitas fizeram.

Do total de visitas, 25% são visitas que chegam ao site através de pesquisas no google ou outros motores de busca. Significa que não os conheço, que não são amigos a quem dei o endereço directo.

Desses 25% de visitas é muito giro ver que palavras chave de pesquisa usaram para vir parar a este cantinho sobre viagens. Divulgo aqui a lista das palavras usadas no google mais bizarras/estranhas/assustadoras que originaram visitas a este blog:
  • desporto em vila cova do alva
  • curiosidade leste europeu(comida tipica)
  • assador marinhais
  • cemitério alemão
  • ver albuns de fotos de homens brancos de olhos claros
  • bifanas
  • casas para alugar salvaterra de magos
  • montras de amesterdao
  • vantagens e desvantagens de comida saudavel criancas
  • como se chamava-se a banda do justin timberland????
  • aventura no leste erasmus
  • falar português em sevilha
  • aluguer de barcos turismo para 100 pessoas no tejo
  • sunny beach+locais a visitar
  • fatos para sevilhanas
  • amiga paraqueda
  • fotos de mulheres vestidas de roupas tipicas espanhola com castanholas
  • casas para alugar costa alentejana
  • motorizadas antigas de corrida desportivas
  • vantagens e desvantagens sentado no local de trabalho
  • erasmus milano blogspot.com
  • livro - gratis sobre auto-estima
  • programacao de corridas de touros em barcelona
  • arrozais da giganta * estrada nacional 10
  • culinária torta de azeitão
  • comida tipica em amesterdao
  • como cozinhar caracois do jardin
  • significado da frase :a agua nunca discute com seus obstaculos
  • bases para garrafas de vinho artesanato portugues
  • ver fotos da dancetaria semaforo
  • vitrines prostitutas amesterdão
  • frutas do leste
  • viajar combóio de pula para zagreb
Claro que se fosse comentar cada um dava para escrever um livro. Os prémios para as melhores chaves de pesquisa no google para chegar a este blog vão para:
  1. ver albuns de fotos de homens brancos de olhos claros
  2. como se chamava-se a banda do justin timberland????
  3. vitrines prostitutas amesterdão
A altura do ano em que este site teve mais visitas foi quando escrevi sobre a minha visita em Março a Amesterdão, onde descrevi o emblemático bairro da luz vermelha.

Escrever sobre musica? Falar sobre viagens? Nahh!

Passo a escrever sobre sexo e prostituição e de certeza que o número de visitas triplica em dias.


Desejo a todos uma entrada em 2008 cheia de excessos e loucura! Entrem em grande! Beijem muito! Amem muito! Dancem muito! Bebam muito!

E até pro ano que vem!

Life on a chain - Pete Yorn

Este rapaz norte americano já actuou em muitos festivais de verão em Portugal. Descobri o seu primeiro album, "Music for the morning after" através do meu consultor musical:

"Filipe vais gostar desta voz rouca e das canções com um ritmo acelerado sobre temas tão especiais como amor, mulheres e alcool" disse-me ele. Tinha razão!

É um album optimo e partilho esta musica porque quando a oiço só me apetece agarrar no carro e conduzir sem destino. O teledisco nada tem a ver com passeios; mais com amores não correspondidos esquecidos através do alcool, mas para mim é "A música" para conduzir. Talvez não a caminho do trabalho, melhor em passeio.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Saxofone

A minha nova paixão:


Durante muitos anos pensei em aprender a tocar saxofone. Desde a minha descoberta do Jazz na faculdade e do meu interesse muito antigo pela música, que pensava quando seria uma boa altura para aprender, ou se este desejo seria apenas passageiro.

Um grande amigo, surpreendeu-me, e antecipou-me essa decisão de qual o melhor momento para o fazer, ofereceu-me um saxofone.

Estamos no início de mais um ano. Altura para pensar como foi 2007 e como será 2008. Na lista de desejos para as 12 passas de uva da noite de 31, vou desejar arranjar tempo, paciência e força para aprender a soltar melodias deste objecto dourado. Objecto que ao olhar para ele agora me faz sentir uma mistura de ansiedade, receio, beleza, desafio, noto que tem mais botões e teclas do que alguma vez imaginei. Penso que não vai ser fácil…

Lago Ouchy visto de Lausagne

Qualquer cidade à beira de água ganha outro encanto. Nascido e criado à beira do mar, só com água ao pé é que me sinto em "casa".

Entre a França e a Suiça não existe apenas o majestoso monte blanc com imagens ilidicas retiradas de filmes e as suas estâncias de desportos de inverno como Chamonix.

É também uma zona de grandes lagos. O lago Ouchy é o maior na zona e tem a particularidade de, a norte ser tocado pela bonita cidade de Lausagne, Suiça. Na margem sul, a água toca já território francês.

Longe dos dias quentes de verão e com os dias muito curtos, consegui partilhar este pôr do sol com a fauna local.

Parece tudo no sitio certo e na altura certa.

Com 2 colegas de trabalho e na qualidade de turistas improvisados fomos os únicos a parar uns minutos para desfrutar do momento, mesmo com as temperaturas negativas e o vento frio.


Fotografias tiradas a 14 Dezembro às 16:39.


Bacalhau com Couves

É sem dúvida o prato mais típico. O mais comum na mesa da consoada portuguesa:



E assim se passou mais um Natal. Bacalhau da noruega, couves e batatas biológicas da quinta dos avós, e claro, o azeite gourmet de baixa acidez.

Prato modesto, mas simplesmente divinal!

sábado, dezembro 22, 2007

Dançando na rua...

No baú de velhas recordações encontrei esta preciosidade. Era Setembro em Estocolmo e o curto verão sueco já ia longe, com temperaturas com apenas um dígito.

Ao som dos famosas flautas peruanas que existem em qualquer cidade europeia tocam-se versões acústicas de canções famosas do pop europeu... Não sou grande fã, mas a personagem central do filme parece estar a gostar imenso, através duma dança fantástica e envergando pouco mais que a sua própria pele…

Louco?!? Tomos temos de ter um pouco de loucura para sobreviver, já dizia a canção do Seal, talvez um pouco de álcool também ajude.

Como alguém disse:

“Cantem como se ninguém ouvisse, dancem como se ninguém estivesse a ver e amem como se fosse a primeira vez!”

Mercados de Natal na Suiça


Penso no quão engraçado e contrastante o título deste post pode ser. Analisando o significado das palavras:

Natal – Natalidade, nascimento, época que celebra o nascimento, o amor com o próximo.

Mercado – Local para realizar trocas comerciais, comprar, vender, a essência na qual se movimenta o nosso mundo.

Mercado de Natal seria portanto um local para compra e venda de amor, de paz e amizade. Engraçado… mas não é.

Apesar deste ponto de vista tão racional, os mercados de Natal têm algo de especial, Uma aura mágica, uma felicidade parva que se vê na cara das crianças, dos adultos.

Nesta época natalícia e através de viagens de trabalho, visitei vários mercados de Natal na Suiça e na França para além das peregrinações típicas ao MEGA centros comerciais portugueses. Não têm a beleza espectacular e rica de luzes, cores e cheiros do mercado de Viena de Áustria, ou o sentimento de comunhão e amizade do mercado de Natal de Bratislava na Eslováquia, no entanto os mercados de Natal Suíços são dignos de registo.

Claro está e sendo português, é uma experiência agradável para quem consiga esquecer e abstrair-me do factor “preço”. Um bocado carote…

Andava eu às compras com uma amiga pelas ruas do centro de Zurich quando um cartaz anuncia:

“The singing christmas tree”

Como adoro música, e como o cartaz em inglês pareceu-me um oásis no meio de todos os anúncios em alemão e francês, decidimos entrar nessa rua. E o que ao longe me parecia uma árvore de Natal com bonecos a moverem-se era afinal uma árvore cheia de crianças a cantar canções da época natalícia. Com os -5 graus que estavam o melhor era mesmo saltar. O filme vale por mil palavras:

Muitas barraquinhas a vender crepes, castanhas assadas, e “raclete”. Adorei raclete, uma espécie de tosta de queijo, com uma elaboração especial e com um queijo fantástico! Recomendado a todos os amantes de queijo.

As decorações de Natal para a casa são levadas muito a sério e existem inúmeras barracas a vender todo o tipo de luzes, centros de mesa de azevinho e velas.

Uma tradição alemã e Suiça é a de ter um centro de mesa de azevinho com 4 velas aromáticas. Em cada domingo do mês de Dezembro acende-se uma vela, ficando no fim da época uma vela de cada tamanho.

O que vou lembrar da Suiça… um país peculiar que fala várias línguas, arrumado, organizado, tudo impecável, pontual e simpático. Onde em cada loja o atendimento ao cliente envergonharia qualquer loja em Portugal, mas no final de tudo um país aborrecido, demasiado calmo, demasiado silencioso. E sim,,, muito, mas muito caro.

Um país que se manteve sempre neutro dos problemas europeus e das guerras. Um país onde a perfeição é o objectivo de cada individuo, onde a intolerância com os emigrantes é um assunto polémico nos dias que correm. Um país com uma localização geográfica privilegiada no centro da Europa, entre as mais fortes economias.

Onde a preocupação em ajudar países de terceiro mundo é exaltada, mas no entanto onde os bancos recebem e escondem o dinheiro dos barões de droga e traficantes de armas deste mundo. Basta olhar um exemplo da história recente: O ouro nazi roubado no holocausto.

É o país das montanhas e dos lagos, dos desportos de Inverno, dos relógios e da ourivesaria de luxo. Do queijo, do chocolate e do fondue; e do campeonato europeu de futebol do próximo ano.

Um clube à parte.

Feliz Natal!