quinta-feira, maio 28, 2009

Ao meu mundo Café



Café.

Uma bebida, um conceito, um vicio, um prazer, um evento social.

Tão importante na vida social do meu país, que peça importante da nossa cultura. Que decisões se tomaram? Que amizades e amores nasceram? Tudo o que já aconteceu, acontece e acontecerá em Portugal à volta de 2 pequenas chávenas da rica e estimulante bebida preta?!

Numa visita a Évora em Abril para o aniversário de um grande amigo, eu e 2 amigas fizemos um excelente lanche no café arcada da praça do Giraldo. Entre conversas sérias, brincadeiras e muita gargalhada dei por mim a pensar no importante que é o café para nós portugueses.

Num momento de voyerismo e encantando com a cena na mesa em frente à minha registei estas 2 fotos:


Esta estudante lê o seu livro enquanto saboreia o café com tal cerimónia que valeu a pena registar. Repare-se na 2ª foto o momento em que se contrai os lábios num gesto automático e típico após o sabor intenso e amargo do café invadir as papilas gostativas. Maravilhoso! Lindo!
Enquanto se conversa, se "queima" tempo, as mãos e criatividade não param:

Esta cara foi feita com um daqueles guardanapos sempre presentes que ninguem percebe bem como apareceram. Simplesmente não fazem o que se espera deles, não absorvem nenhuma sujidade, liquido ou sólido. Ficam as mesas no final cheias daqueles bolinhas irregulares de guardanapos destes amarrotados e sujos. A quantidade de papeis numa mesa de um café ao fim de uma pratada de caracóis é algo de bestial!


Cafés bebidos e guardanapos amarrotados e desafiámos o simpático empregado a explicar-nos os desafios da sua profissão.
Quantos anos? Quantas centenas de cafés servidos foram necessários para que este rapaz consiga transportar 4 chávenas numa única mão? Que aulas de equilibrismo para segurar uma bandeja de aluminio numa mão carregada com vários litros de cerveja.
O barulho de fundo não permite ouvir as explicações técnicas, mas as imagens só já merecem a pena ver este filme, onde nos é explicado a técnica de transportar 4 bicas numa mão:

Já que se fala em BICA no sul e CIMBALINO no norte aqui vão as explicações sobre a origem de tão criativos nomes dados ao nosso expresso de café:

BICA - São as iniciais para: "Beba Isto Com Açucar". Quando o café era importado do Brasil nos primeiros séculos após descobrimentos, era servido nas pastelarias finas do chiado em Lisboa. O gosto do palato português como é óbvio só gosta de salgado e doce, amargo era algo novo. De forma a vender mais esta nova bebida exótica vinda do império português, os inteligentes comerciantes passaram a aconselhar a adição de açucar na mesma. Um sucesso.

CIMBALINO - Por fontes seguras,esta palavra é uma das marcas de máquinas de tirar cafés mais antiga que existe.

terça-feira, abril 07, 2009

Fred e Barney tentam entrar num clube

Ainda relacionado com a dificuldade em entrar num discoteca sem mulheres...

segunda-feira, abril 06, 2009

Fotos Anti Crise

Crise?! Qual crise?!
Aqui deixo mais umas fotos anti crise. O nosso clima... as nossas paisagens... os nossos recantos deste cantinho da Europa... vivam!
  • Aldeias de xisto para uma paz incrivel, ou uma praia fluvial para dar uns mergulhos:




  • Pescar numa das milhares praias de Portugal ou passear de bicicleta junto ao mar.




  • E a foto da semana vai para o Manuel e a Maria a fazerem uma bela sesta depois de almoço na praia da Nazaré. Qual crise, qual o quê... sejam felizes.

Noite Lisboeta é "Dureza"

O bairro fecha agora às 2 da matina. Santos é para acabar, já não se renovam as licenças. Os locais de eleição para sair à noite em Lisboa estão em declinio? Existem alternativas emergentes, Lx Factory em Alcântara por exemplo?


Ontem à noite senti-me novamente com 18 anos nas primeiras saidas à noite em Lisboa.


Apanhava-se o barco do Barreiro, e ia-se a pé até às docas ou Santos para tentar entrar em bares e discotecas a pagar pouco ou grátis. E ser "barrado" na entrada por todos os porteiros.


Saída com amigos, tudo gajos. Ah e tal vai-se aonde? Vamos agora que ainda é cedo (meia noite) que é mais facil entrar... o tipico.


Conversa com um porteiro de uma discoteca Lisboeta:


Porteiro: "Boa noite, quantos são?"


Eu: "Somos 4"


Porteiro: "A política da casa hoje obriga a que só possa deixar entrar casais" - enquanto isso 2 raparigas chegam, cumprimentam e entram.


...vendo a nossa cara de frustação, o funcionário tenta animar a malta:


"Ainda é cedo, deixem a casa encher mais um pouco, passem daqui a um bocado e já podem entrar".


Boa! Porreiro! Vale a pena ser cliente frequente, ele até foi simpático, penso eu.


Fomos a um outro bar, bebemos, conversamos e vimos alguém a tentar "dança do ventre".


Voltamos a tentar ou não? - Bora lá!


Porteiro: "Boa noite, quantos são?"


Eu: "Agora somos só 3" - tendo ligeira sensação de dejá vu e tentando relembrar o porteiro da anterior tentativa.


Porteiro: "Hoje temos uma festa privada e não podemos deixar entrar sem estar na guest list"


Eu pensei para mim mesmo; não, não vale a pena tentar relembrá-lo.


Aqui está! mais uma lição de relacionamento com clientes, grande CRM o desta casa.


Óptimo! Mais um cliente que perderam!


LIÇÃO A RETER:


SAIR À NOITE EM LISBOA SEM CONHECER ALGUÉM, OU SEM INVESTIR NESSES "CONTACTOS": SÓ LEVANDO COMPANHIA FEMININA!


Acabando com uma metáfora que me lembrei na altura:


Para ir para a praia não chega apenas levar um balde e uma pá para brincar, tens de levar também areia...

sábado, fevereiro 21, 2009

Lago Léman de ponta a ponta - Montreux

Não que tenha gostado mais de Montreux do que as outras cidades na margem do lago, mas como foi a primeira das viagens pela empresa em que realmente não fui trabalhar, apenas "aprender", valeu a referência. Mais uma cidade limpinha, normal, calma, organizada e CARA na Suiça.

Realça-se o festival de Jazz no Verão, época alta na "vila", e claro as vistas para o lago. Foi aqui que Freddy Mercury dos Queen passou os últimos dias de vida e escreveu as últimas canções para o último album da banda "Made in Heaven". É impossível ser indeferente à paisagem e facilmente se sonha:



A cidade é bastante calma, mas quando a mixlania Europa se junta e a música começa a tocar, não importa se estamos em Amesterdão, Lisboa ou Santa Comba Dão (adoro este nome), a malta vai dançar:





É disto que o povo gosta!
Aulas de dia e festas de noite, um bonus para quem trabalhou muito durante o ano. E enquanto lá fora o frio era de rachar:

Entre portas havia tempo para descansar:

A semana acabou em Zurich fazendo compras e vivendo, à maneira Suiça, a febre comercial do dia de São Valentim. Nesta loja, de uma marca supostamente famosa de chocolate suiço, vivia-se um sábado deliciosamente romântico, com packs tipicos da data e corações de chocolate com mensagem impresa escolhida pelo freguês:

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Entre Viagens

Enquanto organizo as fotos da última viagem, ao mesmo tempo que negociamos a renda com o senhorio e ao mesmo tempo que planeio uma semana de férias agora no Carnaval e outra em Maio...
Tento que;
A confusão "organizada" da minha secretária:


Se transforme na harmonia e simplicidade destes cafés em Winterthur, Suiça:

domingo, janeiro 25, 2009

2009 fraquinho, fraquinho, fraquinho

Com a conjuntura económica a anteceder um 2009 duro, e com os medias a ajudaram à onda de pessimismo, as expectativas para os próximos meses são pequenininhas...

Daí o facil ser-se surpreendido!

Como as perspectivas ao novo ano são tão baixas, vai ser fácil ficar feliz com menos! O cenário prevê-se tão negro que qualquer pequena luz de esperança nos vai dislumbrar, por isso, toca a sorrir e andar prá frente!

Fotos de última passagem de ano ajudam-me:





Parto amanhã para a Suiça em trabalho, desta vez Montreux, novidades para Fevereiro.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Cavaleiros, Magos e Princesas

2009 começou com a reforma do meu portátil que, com 8 aninhos de muita acção e várias festas, deixou-me, partindo meio queimado. Adeus Gericom Hummer.

Esta noite enquanto configuro o novo felizardo e organizo as fotos em atraso, descobri uma bela história medieval para contar. Um clássico infantil:

O Cavaleiro das trevas Vs O Principe da Bavária, lutando pela mão de uma bela jovem.

Num verão escaldante, famílias alemãs passeiam-se pela aldeia medieval em plena Bavária.



O ambiente é quente, rústico, aconchegante, impressiona pelo detalhe das roupas, cheiros e sons. È fácil ser-se transportado para contos de fadas, cavaleiros e feiticeiros.

Actores, lojas, desfiles e animações de rua. Saindo das ruas principais da aldeia, deparo-me com um grupo de uma tribo germânica da idade média a assar carne e a comê-la, assim de troncos nus, com as mãos e cabelos desgrenhados. Uma bruxa vende as últimas poções mágicas, virgens dançam num palco, tecelões fazem corda, roupa da forma antiga.




O calor puxa pela bebida! As canecas de 1 litro de cerveja escorrem pelas goelas abaixo. Senhoras e senhores transportam às 10 canecas de uma vez.




Pajens com longas cornetas tocam a chamar o povo para o grande evento do dia. O grande torneio entre nobres Cavaleiros que solenemente lutarão pelas atenções da bela princesa.

O seguinte conto foi assistido ao vivo num estádio por milhares de pessoas com um realismo incrível. O cavaleiro branco puro, honesto e um poço de bondade, luta contra o temível, traiçoeiro e abominável cavaleiro negro que rapta a sua princesa amada.

A eterna luta do bem contra o mal!



Em pleno torneio de cavaleiros, o horrível cavaleiro negro surge das trevas no seu cavalo preto acompanhado dos seus discípulos e raptam a princesa depois de uma feroz luta com o cavaleiro apaixonado.



Fogem na escuridão das trevas da floresta mágica.

Já recomposto o cavaleiro branco reúne um grupo dos seus melhores homens e tenta resgatar a sua amada das garras do cavaleiro negro. Perto da vitória os bons da fita são surpreendidos por reforços dos seus inimigos. Uma tribo de Orcs ataca dos flancos. Flechas incendiárias voam por cima das cabeças do público e dizimam a infantaria do cavaleiro branco.

Os que não morrem pelas flechas, morrem pela investida suja e traiçoeira da tribo.

Outro torneio é organizado para atrair o cavaleiro negro para uma armadilha. No entanto, um a um todos os cavaleiros do reino vão sucumbindo a golpes da ponta da lança do cavaleiro das trevas.

No calor da luta corpo a corpo uma descoberta perturbadora, uma reviravolta na história. O cavaleiro preto é a própria princesa raptada, que sobre hipnose luta contra o seu amado que quase a mata devido às suas roupas negras.


Felizmente não é morta, por pouco… Com enorme ira e coragem o cavaleiro branco finalmente vence e mata o cavaleiro negro numa batalha épica de espada e escudo.


Final Feliz… E viveram felizes para todo o sempre…